Em 30 de outubro de 2012, chegou uma informação muito séria ao Jornal
Estadual que envolvia pais, alunos, professores, funcionários e direção. O
único que não estava envolvido no caso era o coordenador pedagógico, pois se
encontrava em uma reunião na Diretoria de Ensino. Quando ele chegou à escola, a
confusão já estava formada. Esse fato ocorreu na cidade de Araraquara no
interior de São Paulo a Rua Luís Sotrat, s/n.
O que ocorreu foi o seguinte:
Um aluno do ensino médio sofre de síndrome do pânico, começou a passar
mal durante a aula de história.
O professor de História todo cauteloso, logo chamou um funcionário que
passava pelo corredor e pediu para que encaminhasse o aluno à direção para que
tomasse as medidas cabíveis. No momento em que o aluno está descendo a escada,
desequilibrou e caiu saiu rolando escada abaixo.
O que seria um simples fato agravou-se.
A direção que sua vez, apenas deveria chamar os pais do aluno para
buscar o filho na escola, teve que acionar o SAMU para socorrer o aluno.
Imediatamente os pais desse aluno fora avisado, chegaram à escola acusando a
todos de negligentes.
A partir daí começou um bate-boca, alunos que ouviram todo o barulho
começaram a sair da sala de aula para verificar o que estava acontecendo. Virou
um tumulto.
E foi justo nesse momento que o coordenador pedagógico chegou e avistou
um cadáver embaixo da escada, piorou a situação. O que seria fácil de resolver
complicou-se. Foi acionada a viatura da polícia, assim, foram tomados primeiros
esclarecimentos das partes envolvidas sobre o ocorrido para registrar o boletim
de ocorrência. Porém, não parou por aí. Todos os envolvidos tiveram que depor
no tribunal.
E foram chamados pela ordem professor (P), funcionário (F), diretora (D)
e aluno (A) e no final a peça chave do crime (E.M):
J: Mande entrar senhor José Aníbal de 42.
J: Promete falar a verdade somente a verdade?
P: Sim.
J: Começasse a falar tudo o que presenciou.
P: Eu estava na sala de aula, explicando a matéria e tirando as dúvidas
de alguns alunos. Foi quando o aluno Romildo começou sentir-se mal. Logo chamei
um funcionário que passava pelo corredor para conduzi-lo até a direção e que
fossem tomadas as decisões cabíveis. Após o aluno ter saído da sala de aula, eu
fechado a porta, e só ouviu os barulhos, porém não fui verificar e não permiti
os demais alunos saírem da sala. Portanto senhor juiz é tudo o que sei.
J: Sem mais pergunta a fazer. Pode retirar-se.
J: Mande entrar o senhor Amadeu Carlindo dos Santos de 51 anos.
J: Promete falar a verdade somente a verdade?
F: Sim, senhor juiz.
J: Pediu começar o seu relato de forma coerente como ocorreu.
F: Senhor juiz, vou logo dizendo que não tenho culpa no caso, apenas
estava conduzindo o aluno até a direção para que os seus pais fossem chamados
para buscá-lo. Eu não empurrei o aluno da escada. Eu não empurrei o aluno da
escada. Não estou tentando livrar-se das grades, mas é a verdade.
J: No final dou o veredito. Pode retirar-se.
J: Mande entrar a senhora Maria Joaquina de Assis de 60 anos
J: A senhora promete falar a verdade somente a verdade?
D: Sim, senhor juiz. Mas bem que dizem que a corda arrebenta do lado dos
mais fracos.
Senhor juiz, tudo o que sei todos já falaram, mas prometo sim falar a
verdade.
J: O que a senhora tem a dizer sobre o cadáver que foi encontrado
embaixo da escada?
D: Senhor juiz não sei de nada, mas quem pode responder a essa pergunta é
o coordenador, pois foi ele quem viu o cadáver primeiro. Sei que sou a diretora
da escola, mas isso não passou pelo o meu conhecimento.
J: A senhora está dispensada.
J: Mande entrar o senhor Antônio José Inocente de 45 anos.
J: Promete falar a verdade somente a verdade?
C: Sim.
J: De acordo com o seu juramento comece relatar o que presenciou quando
o senhor chegou à escola.
C: Está certo senhor juiz. É que quando cheguei à situação já estava
pegando fogo é a única coisa que posso informar ao senhor. Além disso, e que fui
eu quem chamou a polícia além de vir o cadáver primeiro. Mas se precisar de mim
estou à disposição da justiça.
J: Como o senhor já se comprometeu em colaborar, nada mais a perguntar
ao réu. Pode retirar-se.
J: Mande entrar o Jovem Romildo dos Santos de 17 anos.
J: Promete falar a verdade somente a verdade?
A: Sim.
J: Cuidado com o que vai falar jovenzinho. Tudo pode ser contra ou a seu
favor. Comece a falar tudo o que aconteceu com você no dia da confusão na
escola para que possamos chegar à conclusão dos fatos.
A: senhor juiz, eu tenho síndrome do pânico e desde o momento que
acordei já não me sentia bem. Levantei fui ao banheiro, escovei os dentes,
lavei o rosto, sai do banheiro, fui até a cozinha para tomar café, ouvi um
barulho e abri a porta, mas não era nada, foi quando meu telefone tocou, ao
atender percebi que estava atrasado para a aula. Ao chegar à escola não me
sentia bem e a situação só foi piorando, até que o professor percebeu o meu
estado e chamou um funcionário para me conduzir até a direção para que de lá fosse
realizada uma ligação avisando aos meus pais que eu não estava bem e que
viessem me buscar. Mas quando fui descendo os degraus avistei um corpo, me
desequilibrei e cai. Mas posso dizer que tenho um pouco de culpa nisso.
J: Pode prosseguir com seu relato.
A: Então, num certo dia comentei um amigo que faz faculdade de medicina
sobre a feira de ciência que haverá na escola e eu gostaria de algo sinistro
para apresentar, por exemplo, uma múmia. Esse meu amigo falou que arrumaria,
mas pensei que fosse de gesso e fiquei tranquilo. Mas nem passou pela minha
cabeça que ele tivesse tanta coragem de cumprir o que prometeu. Só que ele foi
além e pregou uma peça em todos nós escondendo embaixo da escada. Mas se o
quiser lhe passo o endereço dele para que possa confirmar o que estou falando.
J: Isso é muito bom jovem você colaborar com a justiça. Passe-me o
endereço rapaz que iremos imediatamente buscá-lo.
A: Bom, o nome dele é João José Pedro. Ele mora a Rua Jacinta Inácia,
13, Jardim dos Arrependidos. É aqui mesmo em Araraquara. Obrigado pela
informação.
J: A sessão está suspensa por algumas horas para que os investigadores
vão até a residência do estudante de medicina e assim, possamos prosseguir com
o interrogatório.
Localizado o estudante, foi levado ao tribunal para que fosse
interrogado conforme. Logo foi retomada a sessão.
J: Mande entrar o jovem João José Pedro de 24 anos.
J: O senhor promete falar a verdade, nada além da verdade?
E.M: Sim, prometo.
J: O senhor não acha que foi longe demais com sua brincadeira “mocinho”?
E.M: Senhor!
J: Ainda não lhe dei permissão para falar.
J: Por conta de irresponsabilidade, olha o tumulto que o seu formou. São
se brinca com coisa séria. Você e seu amigo e os demais deveriam está em casa,
mas por uma brincadeira, falta de maturidade e vindo de um futuro medico olha o
que causou.
J: Senhor pegou esse cadáver? Responda-me agora.
E.M: Eu peguei escondido do laboratório da faculdade, mas eu ia
devolver, mas os policiais levaram embora como prova de crime. Agora vou ter
que pagar porque a faculdade descobriu que fui eu que peguei emprestado sem
permissão.
J: O senhor não vai só pagar o valor monetário, mas também por todos os
danos causados. O que tem a dizer sobre isso?
E.M: Eu sei que errei e peço perdão, mas não posso ir preso, tenho
prova. Vou perder minhas aulas.
J: Que o senhor tivesse pensado antes de agir. Considere-se acusado. E
como sentença receberá prisão no regime semiaberto por dois anos, mais
pagamento de cesta básica a quatro orfanatos.
J: Mande entrar o jovem Romildo dos Santos para receber a sentença.
J: Pelo senhor ser mentor da ideia, receberá como sentença prestação de
serviço voluntário nas escolas conscientizando os alunos sobre como ser bom
aluno e fugir dos problemas, isso por seis meses. O que o senhor tem a dizer?
A: Sim senhor juiz eu
mereci.
J: Dou por encerrado este
julgamento.