segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Texto: Acontecimentos dos fatos ocorrido no dia 26 de Outubro


O senhor  A. B.C., brasileiro, casado, portador do RG.nº 00000000-0 e CPF 000000000-00, testemunha do caso,  residente e domiciliado a Rua dos  AAA, nº 194, Quadra J - Bairro Conjunto Habitacional  São João, situado no município de P. P. – SP, relata que na noite do dia 26 de Outubro de 2012, por volta das 23h50min, quando chegava a  sua residência, deparou, na calçada junto a um portão de entrada com  um homem não identificado, com barbas, mal trajado e aparentando 45 anos de idade, caído. Ao descer do carro, percebi que o mesmo já não tinha sinais de vida. Procurei por socorro,  que imediatamente a vizinha da casa ao lado compareceu. Liguei para o Resgate do Corpo de Bombeiro e para o Distrito Policial  da Cidade que prontamente atenderam a ocorrência. Após a chegada das  viaturas da Policia Militar do Município, relatei os fatos ao Policial. No dia seguinte de manhâ, dirigindo  até a Delegacia de Polícia Civil para prestar o depoimento dos fatos ao Delegado de Policia, o Investigador  e ao Escrivão que estavam de plantão neste dia.
Segue  na integra do interrogatório e depoimento prestado pela testemunha.

Interrogatório Policial

D: Delegado         T: Testemunha
D:  Bom dia! 
T: Bom dia, senhor Delegado.
D: O seu documento, por favor?
T: O documento pode ser a CNH.
D: Sim
D: O seu nome completo?
T: Antonio Bol Cam
D: Qual é a sua idade?
T: 36 anos. Sou casado.
D: Qual é a sua profissão?
T: Construtor -  Pedreiro.
D: O seu endereço residencial.
T: Rua dos AAA, nº 194 - Quadra J – Bairro Conjunto Habitacional São João –  cidade de P. P./SP
D: Mora a quanto tempo nesta cidade?
T:  Faz 12 anos que moro nesta cidade. Vim de uma cidade pacata do interior do Estado da  Bahia em busca de melhores condições de vida para a minha família.
D: Nesta noite o Senhor Antonio se encontrava sozinho?
T: Não, estava chegando a minha casa em companhia dos meus familiares (esposa e dois filhos menores: de 05 e 07 anos).
D: Por que alguém deixaria um corpo de um indivíiduo na calçada da sua casa?
T: Não sei, nem tenho idéia.
D: O senhor tem inimigos no trabalho, vizinhança, parentes?
T: Relaciono muito bem com todas as pessoas que conheço, colegas de trabalho, funcionários de minha empresa, prestadores de serviço, carpinteiro, motorista de caminhão, familiares e vizinhos.
D: O senhor esperava por alguém?
T: Não. O motorista (funcionário de minha empresa)  que viria ontem à noite, mas me ligou dizendo que não poderia vir mais, porque tinha chovido muito e alagado o bairro onde mora.
D: O senhor pode relatar o que aconteceu exatamente nesta noite do dia 26 de Outubro?
T: Como hoje é aniversário de meu afilhado,  fui convidado para um jantar em companhia dos familiares e convidados. Saí da minha casa por volta das 18 horas, e retornando às 23 h 50 min
D: O que o senhor percebeu algo de errado ao chegar em sua casa?
T: Chegando a minha casa, percebi na calçada da  entrada do portão principal, um senhor de barba, mal trajado e não identificado  caído.
D: E o que  senhor fez em seguida?
T:Desci do carro e muito apavorado, gritei imediatamente pedindo por socorro. Aparecendo a vizinha da casa ao lado, também para verificar.
D: Continue ...
T: Levei um susto. Olhei para a  rua  e não vi ninguém nas imediações, tentei chamá-lo mas não respondeu, então me abaixei e o toquei, percebi que não reagiu aos estímulos.
D: Neste momento o senhor percebeu então que ele estava morto?
T: Não tinha nem idéia, pedi por socorro gritando, mas ninguém apareceu, fiquei tão nervoso e a primeira coisa que veio à mente foi ligar para o Resgate e a Polícia.
D: Além da polícia, o Senhor avisou mais alguém?
T: Não avisei ninguém, porque o Resgate do Corpo de Bombeiros e o  carro da Polícia chegaram após o chamado e encaminharam para Instituto Médico Legal, que ficou aguardando  para a perícia e após a liberação do corpo, no necrotério. No dia seguinte fui até a Delegacia de Polícia Cívil do município  para prestar depoimento.
D: O Senhor reconheceu a vítima?
T: Não. Nunca vi esse homem.
D: No momento em que o  Senhor percebeu a vítima,  a mesma apresentava algum ferimento em seu corpo?
T: Não percebi nenhum ferimento específico aparentemente, só vi que estava mal vestido, barbas sem fazer e com duas sacolas por perto que apresentava ser os pertences do individuo. Parecia também  que algo tinha acontecido a alguns minutos antes da minha chegada ao local.
D: Tem mais algum fato importante que o Senhor se lembra ou deseja destacar para ajudar nas investigações?
T: Ah! Não sei se é importante, mas ele estava como se estivesse acabado de sair de um barzinho próximo ao local do ocorrido, frequentado por pessoas que saem do trabalho de uma empresa terceirizada e moradores do bairro e adjacências. Fora isso, não lembro mais de nada, mas estou a disposição da polícia para esclarecimentos dos fatos e ajudar naquilo que for preciso.
Conclusão
Após os esclarecimentos dos fatos, o Senhor A. B. C., colocou-se à disposição da polícia no que for preciso para elucidação do fato e até nesse instante, às 11h da manhã, não foi localizado nenhum familiar da vítima e sequer houve registro de ocorrência do desaparecimento de alguma pessoa do sexo masculino, com barbas e mal vestido, conforme descrito pela testemunha no seu depoimento. Nada mais havendo a tratar,  neste momento, eu, Delegado de Polícia, assino o presente documento.
Ines H. S. Ishizaka

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