terça-feira, 20 de novembro de 2012

Relato Reflexivo do grupo sobre o final do curso


Fazer o Curso oferecido pela SEE foi muito enriquecedor, pois só teve a acrescente em nosso currículo.

As experiências obtidas aqui nosso levaremos a nossa prática do dia a dia em sala de aula e passaremos aos colegas que não tiveram essa oportunidade e os incentivaremos para que possam fazer no futuro, pois é muito gratificante.

Enfrentamos algumas barreiras ao realizar nossas atividades, mas nada que ficássemos e deixássemos sem realizá-las, isso mostra a todos que as dificuldades são vencidas com persistência e com o apoio de todos, assim como tivemos.

Agradecemos a todos e a Elida por nos ajudar e incentivar nas dificuldades para que não desistíssemos.

Só temos a dizer: Valeu a pena cegar até aqui e dizer conseguimos superar as dificuldades.

Lembrando que dificuldades são para os que não tem coragem de enfrentar as barreiras e no final dizer: Vencemos!

 

Relato Reflexivo sobre o curso

Olá pessoal!


Deixo aqui o meu relato.


Bom, este é meu 3º curso online pela SEE. Amei fazê-lo, pois aprendi muitas coisas as quais vou levá-las para sala de aula. Pude trocar ideias e muitas delas serão coladas em práticas não somente em sala de aula, mas também em meu dia a dia.


Fazer o Blog foi um desafio, ainda mais em grupo online, sem conhecer os colegas de grupo. Para mim seria impossível. Mas depois de pronto, superei o desafio e já falei para meus alunos que no próximo ano trabalharemos com Blog.


Trabalhar sobre os gêneros textos, para quem não é da área é um tanto difícil. Porém não impossível, e assim consegui conclui mais uma etapa do curso.


Em todos os módulos as ideias dos colegas cursistas contribuíram muito e o apoio da tutora Élida nem se fala, pois ela tirou minhas dúvidas em todos os momentos em que necessitei.


Com certeza sentirei falta dessa turma, principalmente da Rosenete e da Inês que fazem parte do meu grupo. Espero encontrar todos em outros cursos e com a Élida como tutora.


Só tenho que agradecer a todos pela colaboração e também parabenizá-los pela iniciativa e persistência para chegar a reta final.


Inês, Rosenete e Élida vocês já estão guardadas em meu coração. Deus abençoe grandiosamente a vocês e a família.


Parabéns a todos.

Relato Reflexivo - Experiências vivenciadas ao longo do Curso "Leitura e Escrita na Contemporaneidade"

Fiz a minha inscrição do curso em meio a muita esperança em querer aprender algo novo, compartilhar experiências, etc,  e também incentivada pelas colegas de trabalho, que já participavam de outros cursos a distância, como Curso de Formação Específica do Concurso Público PEB-II 2011 e 2012, Internet Segura e entre outros. Dando início ao Curso Leitura e Escrita na Contemporaneidade, em meio a muitas expectativas em relação a leitura e escrita no nosso cotidiano de sala de aula, e já nas primeiras atividades, senti uma vontade de desistir por não conseguir realizá-la a tempo e  por ser em um ambiente virtual, a qual não dominava muito bem. Passado alguns dias, aquele angústia, medo, ..., principalmente nas primeiras atividades do Módulo 1, foi passando, mas realizei  com certa desconfiança e de algo estar errado. Fui percebendo aos poucos, que de alguma forma, o curso poderia contribuir em muito, em se tratando de Leitura e Ecrita, já que é condição para desenvolvimento de conteúdos de todas as áreas do conhecimento, a interação entre os colegas nos fóruns, e iniciando o Módulo 2, aquela insegurança que tinha, percebi que foi desaparecendo aos poucos,  que já sabia utilizar as ferramentas necessárias para a realização das atividades propostas. Confesso ainda, que o  maior desafio neste curso foi a construção do blog, pois nem imaginava como se processaria a tal atividade, quanto mais em postar algumas tarefas. E neste módulo, o primeiro texto escrito foi sobre a experiência pessoal de leitura me fêz recordar dos momentos bons de quando começamos a viajar pelo mundo fascinante da leitura, reviver com comentários positivos em relação a “Cartilha Caminho Suave” da época de alfabetização inicial, posso falar do quanto foi “bom”,e da troca de experiências vivenciadas no grupo.  Fui chegando aos poucos, incentivada e sendo assim me senti muito bem e estimulada em participar dos fóruns com mais segurança, compartilhar experiências com nossos colegas de grupo, postar as atividades no blog, interagir com os colegas. E no módulo 3 – a escrita em diferentes gêneros, como a produção de texto: Um Interrogatório, que para mim é e foi uma novidade, esta produção textual, visto que não sou da área de códigos e linguagens, muito me  surpreendi  nesta atividade  e no módulo 4 – Capacidades de Leitura -  o texto lido e relidos  por várias vezes, de Roxane Rojo, para a realização da questão discursiva, e de outros textos ao longo do curso como de Magda Soares, Vídeo do Professor Simão Pedro P. Marinho, e entre outros, contribuiram em muito, proporcionando um conhecimento maior, refletindo sobre a necessidade e a  importância da mudança no cotidiano escolar,  da  prática pedagógica com relação aos procedimentos e capacidades de leitura e escrita, visando a competência leitora e escritora. Outra questão importante,  é que se faz necessária o (re)planejamento e articulação do  trabalho com as tecnologias, pois são instrumentos que promovem e viabilizam ambientes interativos de aprendizagem, aluno – aluno e aluno – professor,  um ensinar compartilhado.
O curso representou para mim um grande desafio diante da leitura e escrita, no trabalho em grupo, na participação,  discussão e construção do blog, etc. Deixo aqui registrado, o quanto é  importante a participação em um curso de formação à distância, a interatividade dos profissionais da educação, pois estamos  vivenciando um novo paradigma o “contexto digital”  e os  agradecimentos,  a nossa tutora Élida que tanto conhecimento nos proporcionou e aos colegas cursistas  que participaram e compartilharam  as ou das expriências enriquecedoras de leitura e escrita.
 Hoje, ao final do Módulo 4, digo que valeu a pena ter feito a inscrição e concluído  o  Curso: Leitura e Escrita na Contemporaneidade.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Relato das experiências vivenciadas durante o curso de Leitura e Escrita na Contemporaneidade - 2ª edição - 2012


No módulo I não tive muita dificuldade, já havia participado de outro curso online; só precisava me ajustar às ferramentas de trabalho. Elaborar o perfil e bisbilhotar pelo facebook foi fácil; pesquisar os sites de compras com questões abertas e fechadas foi bem interessante. Particularmente eu ainda tenho medo desse sistema de compras.
Não consegui acessar a entrevista com o Prof. Simão Pedro, nem o Fale Conosco resolveu o problema; então pesquisei na web e consegui um texto que norteava suas ideias principais. Considerei como objetivo de aprendizagem sua afirmação: faz-se necessário que (os professores) dominem as novas ferramentas de aprendizagem, como a internet, a fim de garantir que quem esteja no centro da sala de aula seja o professor e não a tecnologia.
No módulo II, chamou-me a atenção a diversidade de experiências sobre leitura e escrita; percebi que as pessoas que gostam de ler têm mais fluência com as palavras, seus relatos são mais rebuscados (Marilena Chauí, Antonio Cândido, Rubem Alves, por exemplo); já Nina Horta me surpreendeu com essa frase: “Muitas vezes deixei de ver ou de viver coisas concretas porque estava lendo sobre elas” – haverá paixão maior pela leitura? Acho que não.
Já a criação do blog foi um desafio. Eu cumpri todas as orientações: completei as informações do perfil, fiz meu depoimento sobre leitura e escrita (uma viagem ao passado, diga-se de passagem!), colaborei com o texto de apresentação das atividades; porém, não conseguia postar. Precisei buscar ajuda para resolver o problema. Valeu o desafio...
No módulo III, as diferenças entre gêneros me surpreenderam. Adorei a sugestão de criar uma situação e adaptá-la para uma conversa telefônica, um interrogatório, notícia de jornal ou crônica. Dessa forma, ficou claro as características de cada um e os colegas esbanjaram criatividade! Meu gênero foi o interrogatório, a princípio me assustei. Nunca presenciei uma situação de assassinato, como a atividade sugeria. Pesquisei na internet, e, de posse de um modelo, criei o meu. Aí ficou fácil e, ao ler os temas dos colegas pude assimilar melhor o exercício.
No módulo IV, sobre letramento e capacidades de leitura, chamou-me a atenção os dois tipos de exercícios, pois exemplificaram a diferença entre contextualizar um tema e checar sua compreensão. Dessa forma foi-me possível analisar os tipos de atividades que aplico e melhorá-los. Também facilitou a compreensão de atividades da apostila do aluno que traziam perguntas introdutórias e antes eu não entendia o objetivo. Questionar os parentes sobre assuntos vivenciados foi uma forma de agregar conhecimento e participação no triângulo escola-aluno-família.
Fazer esse curso foi ótimo, a parte que mais gostei foram as interações no fórum. Aprendi e contribui. E isso foi muito bom. Obrigada!

Acredito que essas experiências tenham se reportado à maioria dos colegas, que encararam os desafios e enfrentaram as dificuldades. A persistência aliada ao desejo de "crescer" em conhecimento e novas práticas de leitura vão influenciar a qualidade do ensino em nossas aulas - para melhor, com certeza! Que bom!!

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Texto: Acontecimentos dos fatos ocorrido no dia 26 de Outubro


O senhor  A. B.C., brasileiro, casado, portador do RG.nº 00000000-0 e CPF 000000000-00, testemunha do caso,  residente e domiciliado a Rua dos  AAA, nº 194, Quadra J - Bairro Conjunto Habitacional  São João, situado no município de P. P. – SP, relata que na noite do dia 26 de Outubro de 2012, por volta das 23h50min, quando chegava a  sua residência, deparou, na calçada junto a um portão de entrada com  um homem não identificado, com barbas, mal trajado e aparentando 45 anos de idade, caído. Ao descer do carro, percebi que o mesmo já não tinha sinais de vida. Procurei por socorro,  que imediatamente a vizinha da casa ao lado compareceu. Liguei para o Resgate do Corpo de Bombeiro e para o Distrito Policial  da Cidade que prontamente atenderam a ocorrência. Após a chegada das  viaturas da Policia Militar do Município, relatei os fatos ao Policial. No dia seguinte de manhâ, dirigindo  até a Delegacia de Polícia Civil para prestar o depoimento dos fatos ao Delegado de Policia, o Investigador  e ao Escrivão que estavam de plantão neste dia.
Segue  na integra do interrogatório e depoimento prestado pela testemunha.

Interrogatório Policial

D: Delegado         T: Testemunha
D:  Bom dia! 
T: Bom dia, senhor Delegado.
D: O seu documento, por favor?
T: O documento pode ser a CNH.
D: Sim
D: O seu nome completo?
T: Antonio Bol Cam
D: Qual é a sua idade?
T: 36 anos. Sou casado.
D: Qual é a sua profissão?
T: Construtor -  Pedreiro.
D: O seu endereço residencial.
T: Rua dos AAA, nº 194 - Quadra J – Bairro Conjunto Habitacional São João –  cidade de P. P./SP
D: Mora a quanto tempo nesta cidade?
T:  Faz 12 anos que moro nesta cidade. Vim de uma cidade pacata do interior do Estado da  Bahia em busca de melhores condições de vida para a minha família.
D: Nesta noite o Senhor Antonio se encontrava sozinho?
T: Não, estava chegando a minha casa em companhia dos meus familiares (esposa e dois filhos menores: de 05 e 07 anos).
D: Por que alguém deixaria um corpo de um indivíiduo na calçada da sua casa?
T: Não sei, nem tenho idéia.
D: O senhor tem inimigos no trabalho, vizinhança, parentes?
T: Relaciono muito bem com todas as pessoas que conheço, colegas de trabalho, funcionários de minha empresa, prestadores de serviço, carpinteiro, motorista de caminhão, familiares e vizinhos.
D: O senhor esperava por alguém?
T: Não. O motorista (funcionário de minha empresa)  que viria ontem à noite, mas me ligou dizendo que não poderia vir mais, porque tinha chovido muito e alagado o bairro onde mora.
D: O senhor pode relatar o que aconteceu exatamente nesta noite do dia 26 de Outubro?
T: Como hoje é aniversário de meu afilhado,  fui convidado para um jantar em companhia dos familiares e convidados. Saí da minha casa por volta das 18 horas, e retornando às 23 h 50 min
D: O que o senhor percebeu algo de errado ao chegar em sua casa?
T: Chegando a minha casa, percebi na calçada da  entrada do portão principal, um senhor de barba, mal trajado e não identificado  caído.
D: E o que  senhor fez em seguida?
T:Desci do carro e muito apavorado, gritei imediatamente pedindo por socorro. Aparecendo a vizinha da casa ao lado, também para verificar.
D: Continue ...
T: Levei um susto. Olhei para a  rua  e não vi ninguém nas imediações, tentei chamá-lo mas não respondeu, então me abaixei e o toquei, percebi que não reagiu aos estímulos.
D: Neste momento o senhor percebeu então que ele estava morto?
T: Não tinha nem idéia, pedi por socorro gritando, mas ninguém apareceu, fiquei tão nervoso e a primeira coisa que veio à mente foi ligar para o Resgate e a Polícia.
D: Além da polícia, o Senhor avisou mais alguém?
T: Não avisei ninguém, porque o Resgate do Corpo de Bombeiros e o  carro da Polícia chegaram após o chamado e encaminharam para Instituto Médico Legal, que ficou aguardando  para a perícia e após a liberação do corpo, no necrotério. No dia seguinte fui até a Delegacia de Polícia Cívil do município  para prestar depoimento.
D: O Senhor reconheceu a vítima?
T: Não. Nunca vi esse homem.
D: No momento em que o  Senhor percebeu a vítima,  a mesma apresentava algum ferimento em seu corpo?
T: Não percebi nenhum ferimento específico aparentemente, só vi que estava mal vestido, barbas sem fazer e com duas sacolas por perto que apresentava ser os pertences do individuo. Parecia também  que algo tinha acontecido a alguns minutos antes da minha chegada ao local.
D: Tem mais algum fato importante que o Senhor se lembra ou deseja destacar para ajudar nas investigações?
T: Ah! Não sei se é importante, mas ele estava como se estivesse acabado de sair de um barzinho próximo ao local do ocorrido, frequentado por pessoas que saem do trabalho de uma empresa terceirizada e moradores do bairro e adjacências. Fora isso, não lembro mais de nada, mas estou a disposição da polícia para esclarecimentos dos fatos e ajudar naquilo que for preciso.
Conclusão
Após os esclarecimentos dos fatos, o Senhor A. B. C., colocou-se à disposição da polícia no que for preciso para elucidação do fato e até nesse instante, às 11h da manhã, não foi localizado nenhum familiar da vítima e sequer houve registro de ocorrência do desaparecimento de alguma pessoa do sexo masculino, com barbas e mal vestido, conforme descrito pela testemunha no seu depoimento. Nada mais havendo a tratar,  neste momento, eu, Delegado de Polícia, assino o presente documento.
Ines H. S. Ishizaka

De uma brincadeira a um interrogatório


Em 30 de outubro de 2012, chegou uma informação muito séria ao Jornal Estadual que envolvia pais, alunos, professores, funcionários e direção. O único que não estava envolvido no caso era o coordenador pedagógico, pois se encontrava em uma reunião na Diretoria de Ensino. Quando ele chegou à escola, a confusão já estava formada. Esse fato ocorreu na cidade de Araraquara no interior de São Paulo a Rua Luís Sotrat, s/n.

O que ocorreu foi o seguinte:

Um aluno do ensino médio sofre de síndrome do pânico, começou a passar mal durante a aula de história.

O professor de História todo cauteloso, logo chamou um funcionário que passava pelo corredor e pediu para que encaminhasse o aluno à direção para que tomasse as medidas cabíveis. No momento em que o aluno está descendo a escada, desequilibrou e caiu saiu rolando escada abaixo.

O que seria um simples fato agravou-se.

A direção que sua vez, apenas deveria chamar os pais do aluno para buscar o filho na escola, teve que acionar o SAMU para socorrer o aluno. Imediatamente os pais desse aluno fora avisado, chegaram à escola acusando a todos de negligentes.

A partir daí começou um bate-boca, alunos que ouviram todo o barulho começaram a sair da sala de aula para verificar o que estava acontecendo. Virou um tumulto.

E foi justo nesse momento que o coordenador pedagógico chegou e avistou um cadáver embaixo da escada, piorou a situação. O que seria fácil de resolver complicou-se. Foi acionada a viatura da polícia, assim, foram tomados primeiros esclarecimentos das partes envolvidas sobre o ocorrido para registrar o boletim de ocorrência. Porém, não parou por aí. Todos os envolvidos tiveram que depor no tribunal.

E foram chamados pela ordem professor (P), funcionário (F), diretora (D) e aluno (A) e no final a peça chave do crime (E.M):

J: Mande entrar senhor José Aníbal de 42.

J: Promete falar a verdade somente a verdade?

P: Sim.

J: Começasse a falar tudo o que presenciou.

P: Eu estava na sala de aula, explicando a matéria e tirando as dúvidas de alguns alunos. Foi quando o aluno Romildo começou sentir-se mal. Logo chamei um funcionário que passava pelo corredor para conduzi-lo até a direção e que fossem tomadas as decisões cabíveis. Após o aluno ter saído da sala de aula, eu fechado a porta, e só ouviu os barulhos, porém não fui verificar e não permiti os demais alunos saírem da sala. Portanto senhor juiz é tudo o que sei.

J: Sem mais pergunta a fazer. Pode retirar-se.

J: Mande entrar o senhor Amadeu Carlindo dos Santos de 51 anos.

J: Promete falar a verdade somente a verdade?

F: Sim, senhor juiz.

J: Pediu começar o seu relato de forma coerente como ocorreu.

F: Senhor juiz, vou logo dizendo que não tenho culpa no caso, apenas estava conduzindo o aluno até a direção para que os seus pais fossem chamados para buscá-lo. Eu não empurrei o aluno da escada. Eu não empurrei o aluno da escada. Não estou tentando livrar-se das grades, mas é a verdade.

J: No final dou o veredito. Pode retirar-se.

J: Mande entrar a senhora Maria Joaquina de Assis de 60 anos

J: A senhora promete falar a verdade somente a verdade?

D: Sim, senhor juiz. Mas bem que dizem que a corda arrebenta do lado dos mais fracos.

Senhor juiz, tudo o que sei todos já falaram, mas prometo sim falar a verdade.

J: O que a senhora tem a dizer sobre o cadáver que foi encontrado embaixo da escada?

D: Senhor juiz não sei de nada, mas quem pode responder a essa pergunta é o coordenador, pois foi ele quem viu o cadáver primeiro. Sei que sou a diretora da escola, mas isso não passou pelo o meu conhecimento.

J: A senhora está dispensada.

J: Mande entrar o senhor Antônio José Inocente de 45 anos.

J: Promete falar a verdade somente a verdade?

C: Sim.

J: De acordo com o seu juramento comece relatar o que presenciou quando o senhor chegou à escola.

C: Está certo senhor juiz. É que quando cheguei à situação já estava pegando fogo é a única coisa que posso informar ao senhor. Além disso, e que fui eu quem chamou a polícia além de vir o cadáver primeiro. Mas se precisar de mim estou à disposição da justiça.

J: Como o senhor já se comprometeu em colaborar, nada mais a perguntar ao réu. Pode retirar-se.

J: Mande entrar o Jovem Romildo dos Santos de 17 anos.

J: Promete falar a verdade somente a verdade?

A: Sim.

J: Cuidado com o que vai falar jovenzinho. Tudo pode ser contra ou a seu favor. Comece a falar tudo o que aconteceu com você no dia da confusão na escola para que possamos chegar à conclusão dos fatos.

A: senhor juiz, eu tenho síndrome do pânico e desde o momento que acordei já não me sentia bem. Levantei fui ao banheiro, escovei os dentes, lavei o rosto, sai do banheiro, fui até a cozinha para tomar café, ouvi um barulho e abri a porta, mas não era nada, foi quando meu telefone tocou, ao atender percebi que estava atrasado para a aula. Ao chegar à escola não me sentia bem e a situação só foi piorando, até que o professor percebeu o meu estado e chamou um funcionário para me conduzir até a direção para que de lá fosse realizada uma ligação avisando aos meus pais que eu não estava bem e que viessem me buscar. Mas quando fui descendo os degraus avistei um corpo, me desequilibrei e cai. Mas posso dizer que tenho um pouco de culpa nisso.

J: Pode prosseguir com seu relato.

A: Então, num certo dia comentei um amigo que faz faculdade de medicina sobre a feira de ciência que haverá na escola e eu gostaria de algo sinistro para apresentar, por exemplo, uma múmia. Esse meu amigo falou que arrumaria, mas pensei que fosse de gesso e fiquei tranquilo. Mas nem passou pela minha cabeça que ele tivesse tanta coragem de cumprir o que prometeu. Só que ele foi além e pregou uma peça em todos nós escondendo embaixo da escada. Mas se o quiser lhe passo o endereço dele para que possa confirmar o que estou falando.

J: Isso é muito bom jovem você colaborar com a justiça. Passe-me o endereço rapaz que iremos imediatamente buscá-lo.

A: Bom, o nome dele é João José Pedro. Ele mora a Rua Jacinta Inácia, 13, Jardim dos Arrependidos. É aqui mesmo em Araraquara. Obrigado pela informação.

J: A sessão está suspensa por algumas horas para que os investigadores vão até a residência do estudante de medicina e assim, possamos prosseguir com o interrogatório.

Localizado o estudante, foi levado ao tribunal para que fosse interrogado conforme. Logo foi retomada a sessão.

J: Mande entrar o jovem João José Pedro de 24 anos.

J: O senhor promete falar a verdade, nada além da verdade?

E.M: Sim, prometo.

J: O senhor não acha que foi longe demais com sua brincadeira “mocinho”?

E.M: Senhor!

J: Ainda não lhe dei permissão para falar.

J: Por conta de irresponsabilidade, olha o tumulto que o seu formou. São se brinca com coisa séria. Você e seu amigo e os demais deveriam está em casa, mas por uma brincadeira, falta de maturidade e vindo de um futuro medico olha o que causou.

J: Senhor pegou esse cadáver? Responda-me agora.

E.M: Eu peguei escondido do laboratório da faculdade, mas eu ia devolver, mas os policiais levaram embora como prova de crime. Agora vou ter que pagar porque a faculdade descobriu que fui eu que peguei emprestado sem permissão.

J: O senhor não vai só pagar o valor monetário, mas também por todos os danos causados. O que tem a dizer sobre isso?

E.M: Eu sei que errei e peço perdão, mas não posso ir preso, tenho prova. Vou perder minhas aulas.

J: Que o senhor tivesse pensado antes de agir. Considere-se acusado. E como sentença receberá prisão no regime semiaberto por dois anos, mais pagamento de cesta básica a quatro orfanatos.

J: Mande entrar o jovem Romildo dos Santos para receber a sentença.

J: Pelo senhor ser mentor da ideia, receberá como sentença prestação de serviço voluntário nas escolas conscientizando os alunos sobre como ser bom aluno e fugir dos problemas, isso por seis meses. O que o senhor tem a dizer?

A: Sim senhor juiz eu mereci.

J: Dou por encerrado este julgamento.

domingo, 4 de novembro de 2012

As diferenças entre os gêneros de um texto

Geralmente estudamos sobre texto narrativo, onde o narrador conta os fatos que ocorrem na história, ou sobre diálogo que são conversas entre duas pessoas. Agora vejamos outros gêneros de textos e suas diferenças.

Crônica

Crônica é uma narrativa histórica que expõe os fatos seguindo uma ordem cronológica. A palavra crônica deriva do grego "chronos" que significa "tempo".

A característica mais relevante de uma crônica é o objetivo com que ela é escrita. Seu eixo temático é sempre em torno de uma realidade social, política ou cultural. Essa mesma realidade é avaliada pelo autor da crônica e uma opinião é gerada, quase sempre com um tom de protesto ou de argumentação. Esse tipo de crônica pode ser simplesmente argumentativo, e dispensar o uso da narração. É possível que elementos típicos do gênero como personagens, tempo, espaço se percam.

Os cronistas procuram descrever os eventos relatados na crônica de acordo com a sua própria visão crítica dos fatos, muitas vezes através de frases dirigidas ao leitor, como se estivesse estabelecendo um diálogo. Alguns tipos de crônicas são:

1- jornalística: o autor apresenta aspectos particulares de notícias ou fatos, pode ser policial, esportiva, política, etc.;

2- humorística: o autor faz graça com o cotidiano;

3-ensaio: o cronista ironicamente tece uma crítica ao que acontece nas relações e de poder;

4- filosófica: o autor faz reflexão a partir de um fato ou evento;

5- lírica: o autor relata com nostalgia e sentimentalismo.

Interrogativo

No texto interrogativo o autor relata o fato na ordem que aconteceu, citando os nomes dos envolvidos, endereços, horário do ocorrido.

Geralmente nos textos interrogatórios inicia-se a partir de uma “entrevista” para se tentar definir a culpa ou inocência da pessoa. Durante esse período, as pessoas tendem a se identificar e confiar em quem se parece com eles, e compartilham alguns dos interesses, até chegar ao assunto do crime. Onde por algumas vezes temos um final feliz e triste para uma das partes envolvidas.

Na maioria dos textos interrogatórios finalizam com o desfecho da história, onde o acusado é condenado.

Noticia de jornais

Todo texto de jornal é recheado noticia, as quais fazem parte do nosso cotidiano e são importantes para nos manter atualizados.

Noticia é um substantivo feminino e tem o significado de informação, conhecimento e notificação.

A noticia é composta por duas partes:

A manchete resume a notícia em poucas linhas e tem o objetivo de atrair o leitor.

O texto narra o fato dos acontecimentos em questão.

Quem escreve noticia deve ser um bom escritor, pois as palavras devem ter combinações que atraiam o leitor.

Conversa Telefônica

Em um texto de conversa telefônica são realizados diálogos, onde um pergunta e o outro responde.

Geralmente esse tipo de texto acontece na internet, porém sem fala, onde as pessoas interagem através dos textos.



sábado, 3 de novembro de 2012

Interrogatório: Delegado - Testemunha


Interrogatório: delegado – testemunha
Delegado: Boa Tarde! Informe ao escrivão seu nome completo e endereço, por favor.
Testemunha: Rosângela Esperança de Jesus
Rua dos Suspiros, nº 22; apartamento 99; bairro: Dos Esquecidos, cidade: Socorro –SP
Delegado: Sua idade?
Testemunha: 40 anos
Delegado: Qual sua profissão?
Testemunha: Professora
Delegado: Esteja ciente que tudo o que disser será anotado e ao término deste depoimento, será assinado por você. Certo?
Testemunha: Sim, seu delegado!
Delegado: Hoje, pela manhã, recebemos um telefonema informando que você encontrou o corpo de uma pessoa na porta de seu apartamento. Poderia descrever como os fatos aconteceram?
Testemunha: Sim senhor. Eu tinha acabado de acordar, estava lavando o rosto quando a campainha tocou. Fui atender; e quando abri a porta encontrei o corpo daquele homem, caído. Pensei que tivesse desmaiado; mas quando abaixei para ajudá-lo percebi que estava gelado. Então me assustei ainda mais e corri ligar para a polícia.
Delegado: Você o conhecia?
Testemunha: Conhecia não, mas já tínhamos nos encontrado no elevador. Ele sempre apertava o botão do último andar.
Delegado: Quando atendeu a campainha, percebeu mais alguém no corredor?
Testemunha: Não senhor. Mas havia um cheiro de perfume barato e de cigarro.
Delegado: Por que acha que essa informação é importante?
Testemunha: Não acho. Apenas o cheiro era muito forte; como alguém que acabou de passar.
Delegado: Não poderia ser de algum vizinho?
Testemunha: Se alguém tivesse passado por ali acho que bateria em minha porta por causa do cadáver ou chamaria o síndico e haveria um alvoroço antes d’eu sair do apartamento, e estava tudo quieto no corredor até o momento que a polícia chegou.
Delegado: Muito bem, obrigado por sua contribuição. Se souber de mais alguma informação, comunique-nos.
Testemunha: Disponha, com licença.

Após algumas semanas
Delegado: acho que a senhora gostaria de saber o que aconteceu, por isso a chamei aqui. Investigando, a polícia descobriu que aquele homem tinha problemas de saúde. Era um antigo cafetão que fora morto por uma prostituta (a mais antiga, segundo as más línguas). Ele havia exagerado na bebida e tinha fumado um baseado. Ela, a Dama da Noite, cansada dos maus tratos, obrigou-o a subir as escadas, mentindo que o elevador não estava funcionando. Como ela esperava, o velho não aguentou e teve um ataque cardíaco. Como era muito pesado, ela não conseguiu levá-lo até seu apartamento. Então arrastou-o e abandonou na porta mais próxima.
Testemunha: Mas então, por que tocou a campainha?
Delegado: Segundo a Dama da Noite, foi por consideração, por todos esses anos juntos...!

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Estou feliz por ter conseguido realizar minha postagem!!!!!!!

Espero que possamos compartilhar muitas ideias e experiências!!!!!

Abraços e bom final de semana a todos!

Depoimento sobre Leitura e Escrita
Meus primeiros contatos com a leitura foram através dos encartes do Estadinho, que vinham semanalmente (eu acho) no jornal O Estado de São Paulo, isso lá pelo início da década de 70. Meu pai era açougueiro e comprava os montes de jornal de algumas pessoas que vinham da capital (São Paulo) para passar o final de semana em Artur Nogueira e de alguns outros moradores daqui. A cidade era muito pequena (na verdade assim permanece, mas naquela época ainda era chamada de "vila"). Ele enrolava a carne em um pedaço de plástico e depois na folha do jornal para entregar ao freguês. Os encartes eram pequenos e não serviam, mas ele separava e levava para mim. Mesmo não sabendo ler, imaginava as aventuras mostradas nos quadrinhos. Guardava todos e, depois que aprendi a ler, sabia as historinhas decor.
Minha mãe também colaborou, ensinando-se as primeiras letras de forma e algumas palavras mais simples como rato, sapo, mãe, pai, irmã, meu próprio nome. Não frequentei a pré-escola, pois morava no sítio, distante da vila, e não havia transporte.
Na escola, tive bons professores na 1ª e 2ª série (2º e 3º ano). Lembro-me de adorar fazer redações; enquanto meus colegas não sabiam o que escrever ao observar a sequência de figuras que a professora colocava, eu não sabia como terminar a história, de tantas ideias que inventava. Infelizmente, na 3ª e 4ª séries (4ª e 5º anos) o professor vinha "semi alcoolizado" ou "pós-porre" para lecionar, era muito bravo, batia nos alunos e não me recordo de fazer nenhuma redação. O diretor era "companheiro de copo" e os pais achavam que professor sempre tinha razão; de modo que ninguém reclamava, nem nós! Com medo de apanharmos também em casa.
No antigo ginásio (atual cicloII do ensino fundamental - 6º ao 9º ano), tive bons professores na maioria das matérias. Professores que ensinavam a própria disciplina e davam lições de vida; outros que só contavam da própria vida. Professores muito bem arrumados e outros desleixados. A maioria permaneceu com a turma durante os quatro anos. O professor de português, por exemplo, tinha por regra, a cada início de ano letivo, dar a mesma aula em todas as séries. O assunto era as regras de acentuação e as conjugações verbais. Apresentava-os na forma de um quadro-resumo, que os alunos deveriam ter na primeira página do caderno durante todo ano. Semanalmente tinha uma provinha mimiografada (nossa! Isso pareceu idade das cavernas agora!) era só metade de uma folha de sulfite, avaliando a matéria estudada, incluindo, obrigatoriamente, dois exercícios: um sobre acentuação e outro sobre conjugação verbal. Mas não teve redação, no máximo, duas anualmente. Nem no ensino médio foi diferente...
Não se lia também, não tinha biblioteca, e quando havia uma com parcos títulos, eram guardados a sete chaves para não se perderem, pois os alunos levavam, não liam e nem devolviam, segundo os professores. Na faculdade não havia tempo para ler. Minha mãe, na medida do possível dava dinheiro para eu comprar algum livro, mas eram poucos. Mas isso não limitou o meu gosto pela leitura. Atualmente leio um livro por bimestre, mais ou menos. Quando não compro, há a biblioteca da escola onde trabalho, com muitos volumes disponíveis. Entre os professores e funcionários também há um rodízio literário.
Segundo Fernando Pessoa, "Sempre vale a pena, quando a alma não é pequena" , não é mesmo?